Saturday, March 25, 2006

Ferrel - 30 anos [en]














30 years ago, the people from Ferrel - Peniche and many other people fighting for life standed against what would be the first nuclear power plant in portugal. 30 years after, many of them where in Ferrel again to celebrate such unique event ... with them many of the children that during these 30 years were able to born in a nuclear free portugal, thanks to them parents fight. I was one of them and I was among those celebrating in the beautiful pleace of Ferrel, with such a beautiful Atlantic Coast just so nearby ...


http://gaia.org.pt/fotos/20060319_Ferrel30Anos/

Thursday, March 23, 2006

pensamento “du jour”










“Não há saudade mais dolorosa do que a das coisas que nunca foram”

Fernando Pessoa

Monday, March 13, 2006

thought “du jour” [en]











thought “du jour” [en]

“you are what you aren´t”

Tuesday, February 21, 2006

a mão do homem que detona o gatilho















"Quando os seres humanos se desentendem, mostram que esqueceram suas
semelhanças fundamentais para supervalorizar razões secundárias. Por razões
secundárias um homem destrói outro homem e destrói o planeta que o abriga.

As crises, a violência, as queixas sobre o declínio da moralidade que nos
assolam, mostram que o enorme desenvolvimento externo — sem dúvida útil e
necessário — não corresponde a um mesmo nível de desenvolvimento interno da
humanidade.

Esse cultivar-se internamente é que garantirá nosso direito à felicidade e
até à sobrevivência. Porque, por mais mortíferas que sejam as armas
produzidas pelo medo e pelo ódio, é necessária a mão de um homem para
detonar o gatilho."

S.S. Dalai Lama

Thursday, February 16, 2006

Wednesday, February 15, 2006

O Pesadelo de Darwin











O Pesadelo de Darwin
Título original: Darwin's Nightmare
De:
Hubert Sauper
Género: Doc
Classificacao: M/12

Áustria/FRA, 1996, Cores, 107 min.


As margens do maior lago tropical do mundo, considerado como o berço da Humanidade, são hoje o palco do pior pesadelo da globalização.
Na Tanzânia, nos anos 60, a Perca do Nilo, um predador voraz, foi introduzida no lago Vitória, como experiência científica. Depois, praticamente todas as populações de peixes indígenas foram dizimadas. Desta catástrofe ecológica nasceu uma indústria frutuosa, pois a carne branca do enorme peixe é exportada com sucesso em todo o hemisfério norte.
Pescadores, políticos, pilotos russos, prostitutas, industriais e comissários europeus são os actores de um drama que ultrapassa as fronteiras do país africano. No céu, enormes aviões de carga da ex-União Soviética formam um ballet incessante, abrindo a porta a outro tipo de comércio: a compra e venda de armas. "O Pesadelo de Darwin", realizado por Hubert Sauper, ganhou o Prémio de Melhor Documentário nos Prémios Europeus do Cinema e foi ainda premiado nos festivais de Veneza, Belfort, Copenhaga, Montréal, Paris, Chicago, Salónica, Oslo, México, Angers.


Sem dúvida um documentário absolutamente essencial para compreendermos o que é a globalização, os contornos (des)humanos de que esta se reveste e a dimensão pessoal dessa catástrofe que se chama neoliberalismo ...

Monday, February 13, 2006

Agostinho da Silva
















O anarquismo profético do Prof. Agostinho da Silva ( a propósito

do centenário do seu nascimento)


Passam hoje 100 anos do nascimento do Professor Agostinho da Silva (1906-1994), um dos autores mais interessantes das letras e da cultura escrita e falada em português. Estão programadas várias iniciativas, para os próximos dias e meses, a fim de comemorar a data e chamar a atenção para a figura, o valor e importância do seu pensamento.

Agostinho da Silva é certamente dos autores, juntamente com Pessoa e Teixeira de Pascoais, que mais falaram e se dedicaram a perscrutar o que é ser português. Mas, ao contrário de qualquer nacionalismo serôdio, o seu motivo de interesse é eminentemente de tipo universalista e humanista. Aliás, uma das suas frases mais conhecidas - « Só então Portugal, por já não ser, será» - revela todo a sua visão universalista que encontra em Portugal a consumação da Humanidade. Talvez não por acaso Agostinho da Silva é um biógrafo dedicado, um autor para quem a educação é um dos seus temas predilectos.


Nasceu no Porto em 1906, de seu nome completo George Agostinho Baptista da Silva, frequenta aí o Liceu e passa depois para a Faculdade de Letras do Porto, onde sob a orientação de Leonardo de Coimbra, fez parte daquela geração que esteve na origem da chamada escola filosófica do Porto. Dedicando-se mais tarde ao ensino teve, porém, a dado passo, que se exilar para o Brasil face às suas incompatibilidades para com Regime salazarista. Provavelmente vem daí a sua propensão para o nomadismo que se reflecte nas suas ideias: a vida ficaria mais empobrecida se se lhe retirasse a dimensão do imprevisto; é preciso, portanto, estar sempre disposto a partir, como um nómada.


Claro está que Agostinho da Silva é um pensador religioso, e até mesmo cristão, mas de uma forma muito sui generis, pois que se trata de alguém que nunca cultivou a dogmática eclesial, nem faz do cristianismo ortodoxo a sua doutrina. Há quem lhe aponte simpatias pelo culto do Espírito Santo de Joaquim de Flora, mas ele ao proclamar que qualquer terceira Revelação, a vir, será de carácter íntimo, algo do foro interno de cada um, afasta-se daquela identificação, se bem que nunca deixa de estar imbuído dum certo messianismo, presente quer na história portuguesa quer nas tradições de certos movimentos heréticos e revolucionários. Ele próprio anuncia o reinado do Espírito Santo para «restaurar a criança em nós, e em nós a coroarmos imperador».


É ele próprio que confessa: */« Claro que sou cristão; e outras coisas, por exemplo, budista, o que é, para tantos, ser ateísta; ou, por exemplo, ser pagão. ( in «Reflexões, Aforismos e Paradoxos, 1999, Brasília).

/*


Na verdade, ele – que jamais se mostrou místico – mesmo nas suas afirmações mais transcendentais, nunca deixou de ser um racionalista, um racionalismo diverso e distinto do racionalismo comum que geralmente encontramos. Para Eduardo Lourenço, com efeito, não se pode dizer que Agostinho da Silva fosse um místico, pois tinha pela natureza e a vida uma visão naturalista:

«*Não se instalou na excepção, pregou e viveu no combate à ideia de excepção, em todos os domínios, numa espécie de anarquismo profético e radioso, no fundo mais próximo de Rousseau que de qualquer figura clássica da família mística» ( Eduardo Lourenço*)


De qualquer forma o seu pensamento é irredutível a um sistema ou a uma doutrina; ele preferia antes vê-lo como um movimento, uma atitude, um espírito. Mais que um revolucionário, Agostinho da Silva é, e poderá ser visto, como um evolucionário radical.

Valoriza a ciência, o método e a prática científica. Para ele a técnica é encarada como um precioso instrumento do progresso, muito embora só se for integrada numa economia cooperativa que subordine a produção e o comércio aos consumidores.

Rejeita a sociedade centrada no lucro e preconiza a simplicidade e o espírito de exigência na vida do quotidiano. As suas três principais fontes de inspiração são: a) a meditação interior; b) a convivência aberta; c) o empenhamento na acção social, predominantemente pedagógica.


Por razões diversas, explicadas em parte pelo seu pensamento paradoxal, imbuído de terminologia religiosa e de referências históricas a Portugal, já para não falarmos do género de abordagens académicas e institucionais que normalmente se debruçam sobre a obra, o certo é que a caracterização do pensamento de Agostinho da Silva é objecto de algum entorse senão mesmo de um certo desvirtuamento, quando ela teria todas as condições para ser qualificado como uma das obras mais originais e subversivas dos últimos cem anos. Bastaria, para tanto, lê-la com alguma atenção e reconhecer aí a secreta voz anunciadora da anarquia.

Transcrevamos, por exemplo, um dos excertos mais brilhantes e inconfundíveis:


*/«No Político distingo dois momentos, o do presente e do futuro. Principiando pelo segundo, desejo o desaparecimento do Estado, da Economia, da Educação, da Sociedade e da Metafísica; quero que cada indivíduo se governe por si próprio, sendo sempre o melhor do que é, que tudo seja de todos, repousando toda a produção, por uma lado, no , por outro lado, na fábrica automática; que a criança cresça naturalmente segundo as suas apetências, sem as várias formas de cópia e do ditado que têm sido nas escolas, publicas e de casa; que o social com as suas regras, entraves e objectivos dê lugar ao grupo humano que tenha por meta fundamental viver na liberdade, e que todos em vez de terem metafísica, religiosa ou não, sejam metafísica. Tudo virá, porém, gradualmente, já que toda a revolução não é mais do que um precipitar de fases que não tiveram tempo de ser. Por agora, para o geral, democracia directa, economia comunitarista, educação pela experiência da liberdade criativa, sociedade de cooperação e respeito pelo diferente, metafísica que não discrimine quaisquer outras, mesmo as que pareçam antimetafísicas. Mas, fora do geral, para qualquer indivíduo, o viver, posto que no presente, já quanto possível no futuro; eliminando o supérfluo, cooperando, aceitando o que lhe não é idêntico – e muito crítico quanto a este -, não querendo educar, mas apenas proporcionando ambiente e estímulo, e procurando tão largo pensamento que todos os outros nele caibam. Se o futuro é a vida, vivamo-la já, que o tempo é pouco; que a Morte nos colha e não, como é hábito, já meio mortos, aliás, suicidados. »

(Agostinho da Silva, in Reflexos, Aforismos e Paradoxos, 1999, Brasília/*)


Está consciente porém das dificuldades de uma completa e perfeita anarquia, pois diz: «…é difícil imaginar que se possa algum dia ser na terra inteiramente livre.» ( in As Aproximações, 1990, Relógio d’Água), acrescentando ainda que a sociedade «…tem direitos sobre nós como seres sociais, não como homens»


A solução que ele propõe para as dificuldades da concretização e da viabilidade da anarquia está em substituir o burocrata pelo servidor público voluntário. Assim, o serviço público só seria convenientemente prestado por voluntários disciplinadamente integrados em organizações de tipo militar ( ver a esse propósito o seu livro «As Aproximações»)


Noutra altura, escreve

*/«O reino que virá é o reino daqueles que foram crucificados em todas a épocas, por todas as políticas e por todas as ideologias, apenas porque acima de tudo amavam a liberdade»./*

*/

/*Ou ainda:

*/"O homem não nasceu para trabalhar, mas para criar."

Prof. Agostinho da Silva


http://pimentanegra.blogspot.com/

Tuesday, February 07, 2006

the meatrix





Um dos filmes mais “espectaculares” e didácticos disponíveis na internet, extremamente pedagógico sobre a “indústria de produção pecuária” e outras reflexões importantes:


http://www.themeatrix.com/portuguese

Sunday, February 05, 2006

I want to ride my Bicycle in my town[en]

















I want to ride my Bicycle in my town[en]

Critical Mass – Porto

fresh pictures from 27th January


http://massacritica.pegada.net/massacritica/index.php?accao=ver_fotos.php&id=1

Tuesday, January 31, 2006

Do livro "Buda - Aquele que Despertou"





















Do livro "Buda - Aquele que Despertou".

O Buda estava um dia no jardim de Anathapindika, na cidade de Jetavana, quando lhe apareceu um Deva (espírito da natureza) em figura de brâmane e vestido de hábitos brancos como a neve, e entre ambos se estabeleceu o seguinte "duelo":
O Deva:
- Qual é a espada mais cortante?
Ao que Buda respondeu:
- A palavra raivosa é a espada mais cortante.
- Qual é o maior veneno?
- A inveja é o mais mortal veneno.
- Qual é o fogo mais ardente?
- A luxúria.
- Qual é a noite mais escura?
- A ignorância.
- Quem obtém a maior recompensa?
- Quem dá sem desejo de receber é quem mais ganha.
- Quem sofre a maior perda?
- Quem recebe de outro sem devolver nada é o que mais perde.
- Qual é a armadura mais impenetrável?
- A paciência.
- Qual é a melhor arma?
- A sabedoria.
- Qual é o ladrão mais perigoso?
- Um mau pensamento é o ladrão mais perigoso.
- Qual o tesouro mais precioso?
- A virtude.
- Quem recusa o melhor que lhe é oferecido neste mundo?
- Recusa o melhor que se lhe oferece quem aspira à imortalidade.
- O que atrai?
- O bem atrai.
- O que repugna?
- O mal repugna.
- Qual é a dor mais terrível?
- A má conduta.
- Qual é a maior felicidade?
- A libertação.
- O que ocasiona a ruína no mundo?
- A ignorância.
- O que destrói a amizade?
- A inveja e o egoísmo.
- Qual é a febre mais aguda?
- O ódio.
Qual é o melhor médico?
O Buda.
O Deva então faz sua última pergunta
- O que é que o fogo não queima, nem a ferrugem consome, nem o vento abate e é capaz de reconstruir o mundo inteiro?

Buda respondeu
- O benefício das boas acções.

Satisfeito com as respostas, o Deva, com as mãos juntas, se inclinou respeitosamente ante Buda e desapareceu.


Monday, January 23, 2006

The Book of Life [en]


The Book of Life [en]


"So, to understand the innumerable problems that each one of us has, is it not essential that there be self-knowledge? And that is one of the most difficult things, self-awareness—which does not mean an isolation, a withdrawal. Obviously, to know oneself is essential; but to know oneself does not imply a withdrawal from relationship. And it would be a mistake, surely, to think that one can know oneself significantly, completely, fully, through isolation, through exclusion, or by going to some psychologist, or to some priest; or that one can learn self-knowledge through a book. Self-knowledge is obviously a process, not an end in itself; and to know oneself, one must be aware of oneself in action, which is relationship. You discover yourself, not in isolation, not in withdrawal, but in relationship—in relationship to society, to your wife, your husband, your brother, to man; but to discover how you react, what your responses are, requires an extraordinary alertness of mind, a keenness of perception."

"Self-Knowledge Is a Process" - The Book of Life (January 23)

from: http://www.jkrishnamurti.org/

Friday, January 06, 2006

Sabedoria ...
















Sabedoria do Nepal

Um feliz ano do Dalai Lama

O seguinte foi tirado de um Mantra Nepalês, vale a
pena ler e partilhar.

Conselhos para a Vida
1. Ter em conta que um grande Amor e grandes
concretizações envolvem um grande risco.
2. Quando se perde, não perder a lição.
3. Seguir os três R`s:
Respeito por si, respeito pelos outros e
responsabilidade por todas as acções.
4. Lembrar que, por vezes, não conseguir o que se quer
é um maravilhoso rasgo de sorte.
5. Aprender as regras, de modo a poder quebra-las
convenientemente.
6. Não deixar uma pequena disputa magoar uma grande
amizade.
7. Quando se aperceber que cometeu um erro, tome
passos imediatos para o corrigir.
8. Passar algum tempo sozinho cada dia.
9. Abrir os braços à mudança, sem deixar ir os
valores.
10. Lembrar que o silêncio é por vezes a melhor
resposta.
11. Viver uma Boa e Honrada Vida, assim, quando
envelhecer e olhar para trás, poderá aprecia-la uma
segunda vez.
12. Uma atmosfera amorosa no lar é a fundação para a
Vida.
13. Em discordâncias com os entes queridos, lidar
apenas com a situação presente, não trazer acima o
passado.
14. Partilhar o conhecimento; é um modo de atingir a
imortalidade.
15. Ser gentil com a Terra.
16. Uma vez por ano, ir a um local onde nunca tenha
estado antes.
17. Lembrar que o melhor relacionamento é aquele no
qual o Amor pelo outro supera a necessidade do outro.
18. Avaliar o sucesso por aquilo que teve de abandonar
para o alcançar.
19. Abordar o Amor e os cozinhados com esmero.
Também sei que os sonhos se tornam realidade e têm os
meus melhores Desejos e Esforços nestes votos.


Saudações Dalai Lama

Tuesday, January 03, 2006

Nothing Changes on New Years Day?
















Nothing Changes on New Years Day?


O fim de um ano (pelo menos segundo o calendário gregoriano, creio) é sempre um período de balanços. É também um período profundamente introspectivo. Sobretudo retrospectivo diria. Contas imprecisas e “shoots” frenéticos de imagens e miragens disparados a uma velocidade tão ou mais grande que a das próprias emoções. E a propósito: tenho o direito de dizer “mais grande” sempre que me apetecer, prometi isso mesmo à criança que há em mim.

Às vezes é importante olhar para trás. Muitas vezes é importante olhar para trás. Mas é sempre arriscado e muito grande a possibilidade de nos deixarmos submersos em tal oceano, como criança que de tão compenetrada na construção do seu castelozinho de areia mal deu pela subida da maré. Ou mal deu por seja o que for em redor.

Suponho que é daquelas coisas que ninguém está livre, bem pelo contrário: ter a sua obsessãozinha de estimação. Sendo que “obsessãozinha” pode variar imenso no tamanho e no número também.

Tudo é relativo na vida, aprendi isso no ano passado (passou-se não faz nem 2 dias) e mesmo em outros anteriores. Mas mesmo assim, sendo nós donos e senhores dessa relatividade, não deixam de ser imensos os incêndios que a mais singela faúlha pode atear.

A vida é bela ... existe sempre “Ný Batterí”, “Hun Jord – Von”, “Moya”, entre outros tesouros bem guardados para o indiciar ... existem os sonhos que o pretendem vincar de forma apaixonada ... sobretudo se soubermos corresponder a tal paixão.

Por falar em paixão .... olhando para trás ... atordoam-me os sentidos sempre que teu olhar mergulha no meu com toda a sua densidade, rasgando-me até ao mais profundo de mim ... olhar cujo brilho por instantes quase esqueci nas esquinas da cidade e atalhos do dia-a-dia, que são uma pálida imitação de tudo o que importa, uma fátua imitação de ti ...

Novamente não sei como pronunciar teu nome, não sei se alguma vez saberei. Mas não é isso a vida? Universo de afectos e tentativas mais ou menos falhadas, mais ou menos conseguidas, de ser? Não sei, e ainda bem ...

Não é isso a vida senão a arte de olhar cada manhã com os olhos de um menino trepando às árvores de um grande e biodiversificado pomar?

Bom, por muito lugar comum que o possa parecer (e talvez ser), espero um 2006 com mais Paz, pelo menos à nossa própria escala, que à escala da geopolítica liberal as contas parecem dar sempre o mesmo ... com prejuízos e lucros repartidos de forma tão desigual e obscena. Cruel.

Espero que os seres possam consciencializar-se de que o essencial do que buscam está mais próximo de si mesmos do que talvez possam pensar ...

e que o essencial, no essencial, é Amar.

Love is All there is. Parece simples não é? Mas a simplicidade é bem complexa por vezes, e ao mesmo tempo simples.

Por vezes perdermos-nos talvez seja um bom exercício para podermos depois melhor nos encontrarmos. Estou em crer que 2006 será um ano propício a tal exercício. Ou como dizem os brasileiros .. bom, me esqueci mesmo de seu jeito de falar ...

Hmm, não encontrei nenhuma forma interessante de terminar o texto, e o ano mesmo agora a começar.

Vai ser lindo, vai.

Ah, everything changes in new years day e nos outros dias também. Advertências: às vezes nem tanto, tudo depende do modo de usar. Ou como dizia o outro: tudo é rlativo. E tinha muita razão, pelo menos de quando em vez ...


prescrição:

olha a aurora como o trilho se precipita no horizonte indomável

Sunday, December 25, 2005

post it

18 de Novembro

27 anos.

Vinte e sete anos é muito próximo de 3 décadas, com o muito que isso pode significar.

Não sei como se mede o tempo, sendo o tempo sobretudo medida exterior que se repercute nos diversos significados simbólicos que se lhe possa atribuir.

Vinte e sete anos. Escuto os passos abnegados de fantasmas e outros espectros que nos precedem e sucedem em sobranceira cadência.

Creio que num momento simbólico assim propiciam-se sobretudo as derivas introspectivas. Não sei com que verosimilhança, não sei sequer com que convicção.

O pó sobre os muros e ruelas da cidade dilui-se na chuva. As silhuetas escondem fantasmas que se pressentem na densidão silenciosa de todas as ausências. Ausência.

O brilho fosco dos lampiões arrasta-se vagarosamente pelo espaço dentro.


Naquela noite fecunda, estava rodeado de calor e de uma causa comum: o amor com que sou presenteado todos os dias nos gestos desses seres tão belos cuja palavra me permitem pronunciar: a m o r

ama o próximo como a ti mesmo, e se permitires sentir o amor dos que te estão próximos, poderás também aprender a amar todos os outros que o Universo inteiro é capaz de abarcar ... divagasons ...


http://pg.photos.yahoo.com/ph/matrafona2003/album?.dir=6963&.src=ph&store=&prodid=&.done=http%3a//pg.photos.yahoo.com/ph/matrafona2003/my_photos

Saturday, December 24, 2005

feliz natal

























http://www.gaia.org.pt/econatal/

QUANDO ME AMEI DE VERDADE














QUANDO ME AMEI DE VERDADE

Charles Chaplin


Quando me amei de verdade, compreendi que, em qualquer circunstância, eu

estava no lugar certo, na hora certa, no momento exat! o.

Então, pude relaxar.

Hoje, sei que isso tem nome ... auto-estima.



Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu

sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra

minhas verdades.

Hoje, sei que isso é... autenticidade.



Quando me amei de verdade, parei de desejar que minha vida fosse diferente

e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.

Hoje, chamo isso de ... amadurecimento.



Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar

forças alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo,

mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada,

inclusive eu mesmo.

Hoje, sei que o nome disso é... respeito.


Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que nã ;o fosse

saudável, pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para

baixo.

De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo.

Hoje sei que se chama... amor-próprio.



Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de

fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.

Agora, faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio

ritmo.

Hoje sei que isso é... simplicidade.



Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso,

errei menos vezes.

Hoje, descobri a... humildade.



Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me

preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é quando a

vida acontece.

Hoje, vivo um dia de! cada vez.

Isso é... plenitude.


Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me

decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna

uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é... saber viver!

"Não devemos ter medo dos confrontos.

Até os planetas se chocam

e do caos nascem as estrelas."

Sunday, December 18, 2005

Once upon a time the city where I was born

Once upon a time the city where I was born ...

More than a city: an emotional universe ...


http://www.cidadesurpreendente.blogspot.com/

Monday, December 12, 2005

Friday, December 02, 2005

2 de Dezembro [en]












2 de Dezembro

Um ano volvido desde que retornei da República Checa. E como não somos imunes a simbolismos deste género, bem pelo contrário …

Back to the tropics ;O)

As I promised, here I send a small report with the essential of my impressions related with my return home. For sure there would be so much more to say, but well, I guess that it´s part of life also to accept our limits and imperfections (huge part of mine I would say, although sometimes I accept it too well, and adapt very fast to it ;O)

So, here it goes ... grab some food, some nice music perhaps, eventually someone massaging you, and enjoy your reading

2004-12-02

Last day in Czech Republic. I guess that there´s always a tremendous symbolic meaning in this thing of the last time that ...

Once I wrote, about this thing of the last time, if it´s not the last time when it concerns to space - we can always return (maybe we will faster than we think, maybe we will not at all) - it is for sure when is about time, each second is irreversible and unique, when it happens it automatically gets lost in our so fragile eternity. So, to say goodbye to Praha, to say goodbye to Czech, was also to say goodbye to an entire period of time (and why not to say space) of my life. There were just some few hours ahead, but actually – even seeming so abstract – there was something like 8 months and 10 days behind, and all that happened within them. All that happened ... seems still so abstract. Moments vanish like leaves taken in the wind. What remains? Some memories emerging time to time? Some photos? Some physical evidences?

Well, I think that what remains is everything that really touched the bottom of our existence, what remains we will carry with us in everything we do and are I guess, I suppose.

I waked up and saw for last time (last time?) the sun rising behind some hills that I could see from Judith place window.

I left Judith place (it was sweet Judith birthday, quite special day not just for me but also for our world, I wish we had more girls with her sensitivity spreading more and more velvet revolutions around O) in the morning and rush to the centre with my sweet little sister. For once it was nice (like in these last days I´ve been there) to see Praha more crowded with its natives than with the main plague of Praha: the tourists ;O)

Then we found our selves walking in the streets of Praha that took us up to the river bank. Moments that for several reasons, for sure, touched the bottom of my soul. Then and there, there was this view over the Vlatva, the colours, the smells, this picture around us. In which picture will we be when we physically meet again? ;O)

12 o´clock approaching, it was time to go to the station. Stations and trains always have this mystical aura that I really don´t know how to describe. This magic energy of so many lives, circumstances, converging and diverging from this same point, and the magic spell of the locomotives.

( ... )

At lunch time I met with Brigit, Petr and Micha. Fortunately Judith manage to came and still spend some very dear moments with us as well. It was my “last” meal in Praha and Czech and I could hardly want better circumstances, I mean, not counting with the fact that perfect circumstance would be to have everyone there in that moment.

After lunch it was time to go to the station to pick the luggage and afterwards go to the airport. It´s really a shame to admit that I was flying, it´s so damn polluting thing, and maybe any excuses I might use are just that: excuses, that can not hide the fact that maybe it wouldn´t have been impossible to make it some other way. Well, I promise next time to try to be a better boy in this aspect ;O) (one more to add to the list ;O)

Any way, my fight with the luggage was tremendous ... I prefer not even think about this moment, actually ironically I would say that it was nearly one of the most complicated moments there in Czech and in such a moment, when this mission seemed impossible ...well, I had Brigit there giving me such an essential hand (well, now that I´m reading this text one year after, I think that Birgit didn´t find any convenient way to get my bag in Portugal yet ;O). I can not even imagine what would have happened if Brigit was not there. The same stands for all the so incredible help that I got from several friends in the tough period between the end of my project and my return. Precious help whether with hosting me, storing my luggage, sending good energy, just being ... I feel very touched with everything that happened in this period, my gratefulness is giant to you all my dear people, you showed how reliable you can be and what to be a real friend means, it´s priceless, specially in the context of nowadays society.

Any way, those were my last moments in Czech and actually I didn´t have that much the opportunity to stop thinking about it. Things were happening, seconds passing, faster than the capacity to realise them coming and going.

Obviously it was also a quite emotional period. In the practical point of view, there was huge problem with luggage since I was quite overweight (I guess it was my punishment for flying ;O) and it was very confusing, I wanted to bring my stuff back but at the same time I coudln´t, well, once again Brigit gave tremendous huge help and in the end things were nearly solved up. Apart from that, it was really emotional period, I mean, and sorry if I´m repeating my self, I was not leaving an airport, or even the charming city of Praha, but an entire period of my life behind. And I guess that is very significative that in such moment I was not alone but with a very reliable friend by my side ;O)

Time to get on board was coming and so it came. In last moments I was sending all the sms that I didn´t have time during the entire day. I was spending those moments with friends and so I didn´t have time to focus on what to write, and when I write an sms I don´t like to feel as an office employee just answering daily mail, I like to be attuned with what I´m writing and feeling. It´s hard some times, there are so many small things constantly distracting us, reality and so on, but it´s not impossible when we try ;O)

From Praha to Frankfurt it was quite fast. In Frankfurt I searched for the terminal where I should get flying connection to Porto. Fortunately it was quite near. Suddenly I started hearing “foda-se” (the Portuguese word for fuck it) every 10 seconds, it meant that I was near to Portuguese people again. (Well, I really didn´t like it specially because it was Lisbon way of spelling it, therefore not the real Portuguese that as everyone knows is only spoken in Porto ;O)

There was a delay. SO I had to wait until we were informed that there was a change of gate, once again, fortunately, to another one very near. Since I had lots of stuff I was one of the last leaving the terminal. Frankfurt is quite organised airport, you know Germany, actually some of you are German, with recycling containers and so on, and while I was looking behind to the gate I´ve seen paper, plastic, packages, spread everywhere, a complete “bordel”, and in that moment, no matter how good soccer results might be, even if we were world champions, I felt ashamed of being Portuguese and of the general mentality of this people. Huge lack of consciousness and I´m not even mentioning ecological awareness. On the other hand if I was born here there was some point on it for sure, and I really love the sun ;O), and so such reality just means that it´s my mission, even more than in normal circumstances, to do something to build a new mentality for tomorrow. It´s fucked up to do it here, but it´s here that I must do it, and I guess there´s huge point in being here (or maybe stupidity is just contagious and so I have no courage of getting my ass out of here). And maybe things are never too good or too bad as we might tend to see them. But here in these aspects, like ecological consciousness, when they seem very bad actually they are even worse ;O)

At the same time, and while all this was happening, I had a kind of reverse culture shock, I was starting to listen my mother language again. And Portuguese people tend to speak a lot and loud (sorry for the stereotypes ;O). It was weird in the beginning, I mean, after 8 months, listen to dialogues from which you can actually get the meaning and understand the words again ;O) Well, but the fact is that I´m still adapting. I haven´t been in the street too much yet.

Home was approaching. I started having the first visual contact with the landscape of my country, with the north full of mountains and hills.

And all went as expected and we landed.

On the arrivals gate there was Monica (we know each others for several years ;O) waiting. It was very warm reception and it was so nice to hug her again. You can not imagine how tender this girl is, so sensitive like a flower, I´m still surprised how could her develop something like a friendship for a vandal and barbarian like I am ;O) I guess it was just the worst period of her teenage times ;O)

Any way, Monica had to work next day early so I didn´t want to make her loose even more time. On the way home I had a special request: “Can we pass by the Ocean?” and so we did.

And there he was, with the waves dyeing in the sand. Leça beach, there I spent so many moments of my life ... so many. To came back home means also to came back to Leça beach somehow, and there she was like always. As if in 8 months she didn´t notice that I was away, there she was silently glancing the other side of the Atlantic and all the lands and waters between, more Brasil than USA I would say, but it´s complex to explain you. Any way, Leça beach, I know that she noticed me, her silence has very few secrets to me and mine to her I guess ;O) And our relation can´t be dissolved by any time or space I believe.

Then we went home. Monica went ahead and she was for some moments talking with my parents. On the expected sign, when Monica opened the door, I entered in the house ... well, my mother started crying and hugging me, even thought she quite suspected I was coming (I don´t know how do mothers do this thing but they do, I guess that 9 months with a creature inside means something, you can learn all about it if you watch “Alien” ;O) and well ... how can I describe such moment? I had a camera but actually I found out that I had no film any more, I guess that the Gods wanted this moment to be secret or something like this, not revealed.

In general I felt that it was great to be back home, where I could find nearly all my comfort. At the same time it was a bit sad that I left some really good friends – the word friends in some circumstances is too limited - kind of faraway, but well, they are actually with me in my thoughts, heart, emotions, in everything that I am or try to be. (well, nearly everything ;O)

Well, but there was something missing in my home, there was a part of it very empty, Beckinha, the shecat, dyed in November in an accident. She was very lively and tender creature, she made part of my life during something like 12 years, so many moments and she was part of them, and it was weird feeling to came back home and didn´t find her. There was a huge absence there. Shakinha, the cat, seemed to be, on one hand, very happy to see me again, and he received me in very warm and tender way, and on the other hand kind of sad because he missed his partner.

I guess that this is the way life is and one way or the other we kind of must accept it.

Another lost, that I can not even compare to Beckinha, was my bicycle, that up to some level I rewarded as a pet as well, taking her everywhere and she taking me everywhere as well. It was stolen ... this is a country of thieves and so on, although I never had too significant problems with that. Any way, I bought it with my own money and puff, just vanished like that.

Good thing is that I have another bicycle and when I left I borrowed it to May, a very cool Spanish Erasmus student that was in Portugal last school year, so that she could use it in Porto, and, because I borrowed it, this other bike was not in the garage were it could have been stolen was well. I guess that it was a very good compensation for a good action. Karma thing working, we should pay more attention on this karma thing I guess ;O) Everything we do has necessarily some kind of consequence, which then makes me a bit fucked up considering my C.V. during all my youth and such ;O)

And this is it, do you want a moral for this story:

You should never read (even less write) this stories just before going to sleep, or you will feel even more sleepy.

Thursday, December 01, 2005

Critical Mass in Inbicta carago [en]














Critical Mass in Inbicta carago [en]

Once upon a time there was a Critical Mass in one of the most car-slave cities in Europe … and the few bikers where there, cycling very hard.

Find all about it in:

http://ph.groups.yahoo.com/group/bicicletada_porto/photos

http://www.massacriticapt.net/