Tuesday, July 11, 2006

Ventos do Espírito

Ventos do Espírito


“Quando te vier a prova da solidão, une-te a Nossa Irmandade.

Quando estiveres diante da prova do medo, tem como escudo a fé

inabalável do teu mundo interior.

Quando fores pego pela prova angústia, mergulha na infinita alegria de

viver.

Quando na prova da soberba te iludires, reconhece tua pequenez.

Quando na prova da luxúria te confundires, recolhe-te na pureza.

Quando na prova da ambição sutil te envolveres, cultiva a simplicidade.

Quando na prova da avareza for semeada em ti a ganância, deixa que a

santa mão da pobreza limpe o teu jardim.

Quando na prova do mérito buscares reconhecimento, protege-te com o

escudo da doação invisível.

Quando a prova do orgulho pela auto-realização te chegar, reacende a

chama da entrega.

Quando na prova do poder te cegares, curva-te a vontade do Criador e a

Luz descerá sobre ti.

Quando na prova das emoções te deixares atar, corta os laços com a

afiada lâmina da impessoalidade do Espírito.

Quando na prova da obstinação te aferrares ao ego, reafirma teus votos e

deixa-te transfigurar na tua essência.

Quando na prova da aridez te vier a desesperança, recebe a devoção com

abertura e afasta a secura com o ardor do fogo.

Quando teus olhos percorrerem o mundo em buscas vãs e te colocarem

diante da prova da infidelidade, volta-te ao mundo interno, retorna a

tua Casa.

E todas estas provas nada mais são do que pequenos testes que superarás

quando souberes que a tua única e verdadeira prova é a de jamais te

afastares do Caminho que escolheste.”


Fonte: Ventos do Espírito, Trigueirinho. Ed. Pensamento 1997.

Thursday, July 06, 2006

as utupias e a utupieca :O)












“As utopias são como os horizontes, quanto mais caminhamos mais elas se afastam. Então para que servem as utopias? Para isso mesmo, para caminhar!”


http://utupiaraqui.blogspot.com/

Monday, June 26, 2006

Sobre a ignorância e a confusão
















*Sobre a ignorância e a confusão*:

Imagina que vais por um passeio cheio de sacos de compras e alguém
esbarra contigo, de forma que cais e as compras ficam espalhadas pelo
chão. Quando te levantas, estás pronto a disparar: "Que imbecil! Que se
passa consigo? Está cego?" Mas antes de recuperar o fôlego para respirar
notas que a pessoa que esbarrou contigo é realmente cega. Também está
caída no chão com toda mercearia à volta e a tua raiva desvanece-se num
instante, para ser substituída por uma preocupação genuína: "Está
magoado? Posso ajudar?" A nossa situação é exactamente esta. Quando
vemos claramente que a fonte de desarmonia e infelicidade no mundo é a
ignorância, podemos abrir a porta da sabedoria e da compaixão. E aí
estamos prontos a curar-nos e a curar os outros.
~ B. Alan Wallace, /Tibetan Buddhism from the Ground Up/

Thursday, May 04, 2006

Lisboetas (ou os homens do mundo)

Lisboetas” (Portugal) 2004 105 m– Sérgio Trefaut.


"Lisboetas" é um documentário político sobre a vaga de imigração que nos últimos anos mudou Portugal. O retrato acutilante e extraordinário de um momento único em que o país e a cidade entraram num processo de transformação irreversível.
É uma janela secreta sobre novas realidades: modos de vida, mercado de trabalho, direitos, cultos religiosos, identidades. É uma viagem a uma cidade desconhecida, a lugares onde nunca se vai mas que estão lá.
"Lisboetas" é um documentário de Sérgio Tréfaut e ganhou o Prémio de Melhor Filme Português na primeira edição do IndieLisboa.


Teatro do Campo Alegre
Morada: R. das Estrelas 4150-013 Porto
Aceita marcações T. 226063000


Pensamento “du jour”


“a [nossa] realidade é a nossa perspectiva da própria realidade”

Thursday, April 27, 2006

waking soul





















23 de Abril

há dias bem simbólicos

Tuesday, April 18, 2006

O Céu Gira











O Céu Gira
Título original: El Cielo Gira
De: Mercedes Álvarez
Género: Doc
Classificacao: M/12

ESP, 2004, Cores, 115 min.
argumento
Na Aldealseñor, uma aldeia de Soria, em Espanha, restam hoje 14 habitantes. São a última geração, depois de mil anos de história interrompida. Hoje, a vida continua. Em breve, vai extinguir-se sem deixar testemunhas. Os vizinhos da aldeia e o pintor Pello Azteca partilham algo: as coisas começaram a desaparecer diante dos seus olhos. A narradora volta então às suas origens e assiste a esse final, ao mesmo tempo que procura recuperar a primeira imagem do mundo: a da infância. "O Céu Gira", Melhor Filme nos Festivais de Roterdão, Paris e Buenos Aires, onde ganhou também o Prémio da Crítica Internacional, é o primeiro documentário da realizadora Mercedes Álvarez e um retrato intimista, delicado e divertido sobre a aldeia em que nasceu.

Teatro do Campo Alegre
Morada: R. das Estrelas 4150-013 Porto
Aceita marcações T. 226063000

Sunday, April 16, 2006

o poder ...











"O poder, é a capacidade que os homens têm de criar para os outros um destino.

.Essa é a essência da sua perversão."

Antonio Alçada Batista


photo by mimi

http://www.9minutes.blogspot.com/

Friday, April 14, 2006

Pensamento “du jour”

Pensamento “du jour”

“Conheça-se a si mesmo mas não fique demasiado intímo”

Tuesday, April 04, 2006

Sunday, April 02, 2006

A voz do povo ergue-se novamente ao fim de 30 anos!

A voz do povo ergue-se novamente ao fim de 30 anos!


Imagens de Ferrel - 30 anos

por Pedro Fontoura


Na manhã do dia 19 de Março de 2006, após 20 anos do acidente de Chernobil, um grupo de pessoas ergueu em Ferrel desfraldou bandeiras coloridas, pelo mundo em que querem viver.

O céu polvilhado por nuvens, ameaçando constantemente com a chuva, raios de sol subitamente escapando-se como arautos da Primavera que se faz chegar; as falésias calcárias que bordejam toda a Península de Peniche e área circundante, contando uma história contínua, com mais de 20 milhões de anos da evolução geológica do Jurássico inferior de Portugal; um oceano de história e lendas telúricas deste nosso país azul e verde; foi o palco de uma “recusa colectiva” de uma larga dezena de pessoas à energia nuclear, numa impressionante manifestação pacífica e decidida.


http://gaia.org.pt/fotos/20060319_Ferrel30Anos/


http://www.ferrel19.blogspot.com/

Monday, March 27, 2006

distância

“é impressionante que o ser humano seja capaz de comunicar em tempo real com outro(s) ser(es) humano(s) a milhares de kms de distância mas, talvez mais impressionante ainda, seja a sua incapacidade de comunicar com o ser humano que está mesmo a seu lado, por vezes até na mesma cama”.

Saturday, March 25, 2006

Ferrel - 30 anos [en]














30 years ago, the people from Ferrel - Peniche and many other people fighting for life standed against what would be the first nuclear power plant in portugal. 30 years after, many of them where in Ferrel again to celebrate such unique event ... with them many of the children that during these 30 years were able to born in a nuclear free portugal, thanks to them parents fight. I was one of them and I was among those celebrating in the beautiful pleace of Ferrel, with such a beautiful Atlantic Coast just so nearby ...


http://gaia.org.pt/fotos/20060319_Ferrel30Anos/

Thursday, March 23, 2006

pensamento “du jour”










“Não há saudade mais dolorosa do que a das coisas que nunca foram”

Fernando Pessoa

Monday, March 13, 2006

thought “du jour” [en]











thought “du jour” [en]

“you are what you aren´t”

Tuesday, February 21, 2006

a mão do homem que detona o gatilho















"Quando os seres humanos se desentendem, mostram que esqueceram suas
semelhanças fundamentais para supervalorizar razões secundárias. Por razões
secundárias um homem destrói outro homem e destrói o planeta que o abriga.

As crises, a violência, as queixas sobre o declínio da moralidade que nos
assolam, mostram que o enorme desenvolvimento externo — sem dúvida útil e
necessário — não corresponde a um mesmo nível de desenvolvimento interno da
humanidade.

Esse cultivar-se internamente é que garantirá nosso direito à felicidade e
até à sobrevivência. Porque, por mais mortíferas que sejam as armas
produzidas pelo medo e pelo ódio, é necessária a mão de um homem para
detonar o gatilho."

S.S. Dalai Lama

Thursday, February 16, 2006

Wednesday, February 15, 2006

O Pesadelo de Darwin











O Pesadelo de Darwin
Título original: Darwin's Nightmare
De:
Hubert Sauper
Género: Doc
Classificacao: M/12

Áustria/FRA, 1996, Cores, 107 min.


As margens do maior lago tropical do mundo, considerado como o berço da Humanidade, são hoje o palco do pior pesadelo da globalização.
Na Tanzânia, nos anos 60, a Perca do Nilo, um predador voraz, foi introduzida no lago Vitória, como experiência científica. Depois, praticamente todas as populações de peixes indígenas foram dizimadas. Desta catástrofe ecológica nasceu uma indústria frutuosa, pois a carne branca do enorme peixe é exportada com sucesso em todo o hemisfério norte.
Pescadores, políticos, pilotos russos, prostitutas, industriais e comissários europeus são os actores de um drama que ultrapassa as fronteiras do país africano. No céu, enormes aviões de carga da ex-União Soviética formam um ballet incessante, abrindo a porta a outro tipo de comércio: a compra e venda de armas. "O Pesadelo de Darwin", realizado por Hubert Sauper, ganhou o Prémio de Melhor Documentário nos Prémios Europeus do Cinema e foi ainda premiado nos festivais de Veneza, Belfort, Copenhaga, Montréal, Paris, Chicago, Salónica, Oslo, México, Angers.


Sem dúvida um documentário absolutamente essencial para compreendermos o que é a globalização, os contornos (des)humanos de que esta se reveste e a dimensão pessoal dessa catástrofe que se chama neoliberalismo ...

Monday, February 13, 2006

Agostinho da Silva
















O anarquismo profético do Prof. Agostinho da Silva ( a propósito

do centenário do seu nascimento)


Passam hoje 100 anos do nascimento do Professor Agostinho da Silva (1906-1994), um dos autores mais interessantes das letras e da cultura escrita e falada em português. Estão programadas várias iniciativas, para os próximos dias e meses, a fim de comemorar a data e chamar a atenção para a figura, o valor e importância do seu pensamento.

Agostinho da Silva é certamente dos autores, juntamente com Pessoa e Teixeira de Pascoais, que mais falaram e se dedicaram a perscrutar o que é ser português. Mas, ao contrário de qualquer nacionalismo serôdio, o seu motivo de interesse é eminentemente de tipo universalista e humanista. Aliás, uma das suas frases mais conhecidas - « Só então Portugal, por já não ser, será» - revela todo a sua visão universalista que encontra em Portugal a consumação da Humanidade. Talvez não por acaso Agostinho da Silva é um biógrafo dedicado, um autor para quem a educação é um dos seus temas predilectos.


Nasceu no Porto em 1906, de seu nome completo George Agostinho Baptista da Silva, frequenta aí o Liceu e passa depois para a Faculdade de Letras do Porto, onde sob a orientação de Leonardo de Coimbra, fez parte daquela geração que esteve na origem da chamada escola filosófica do Porto. Dedicando-se mais tarde ao ensino teve, porém, a dado passo, que se exilar para o Brasil face às suas incompatibilidades para com Regime salazarista. Provavelmente vem daí a sua propensão para o nomadismo que se reflecte nas suas ideias: a vida ficaria mais empobrecida se se lhe retirasse a dimensão do imprevisto; é preciso, portanto, estar sempre disposto a partir, como um nómada.


Claro está que Agostinho da Silva é um pensador religioso, e até mesmo cristão, mas de uma forma muito sui generis, pois que se trata de alguém que nunca cultivou a dogmática eclesial, nem faz do cristianismo ortodoxo a sua doutrina. Há quem lhe aponte simpatias pelo culto do Espírito Santo de Joaquim de Flora, mas ele ao proclamar que qualquer terceira Revelação, a vir, será de carácter íntimo, algo do foro interno de cada um, afasta-se daquela identificação, se bem que nunca deixa de estar imbuído dum certo messianismo, presente quer na história portuguesa quer nas tradições de certos movimentos heréticos e revolucionários. Ele próprio anuncia o reinado do Espírito Santo para «restaurar a criança em nós, e em nós a coroarmos imperador».


É ele próprio que confessa: */« Claro que sou cristão; e outras coisas, por exemplo, budista, o que é, para tantos, ser ateísta; ou, por exemplo, ser pagão. ( in «Reflexões, Aforismos e Paradoxos, 1999, Brasília).

/*


Na verdade, ele – que jamais se mostrou místico – mesmo nas suas afirmações mais transcendentais, nunca deixou de ser um racionalista, um racionalismo diverso e distinto do racionalismo comum que geralmente encontramos. Para Eduardo Lourenço, com efeito, não se pode dizer que Agostinho da Silva fosse um místico, pois tinha pela natureza e a vida uma visão naturalista:

«*Não se instalou na excepção, pregou e viveu no combate à ideia de excepção, em todos os domínios, numa espécie de anarquismo profético e radioso, no fundo mais próximo de Rousseau que de qualquer figura clássica da família mística» ( Eduardo Lourenço*)


De qualquer forma o seu pensamento é irredutível a um sistema ou a uma doutrina; ele preferia antes vê-lo como um movimento, uma atitude, um espírito. Mais que um revolucionário, Agostinho da Silva é, e poderá ser visto, como um evolucionário radical.

Valoriza a ciência, o método e a prática científica. Para ele a técnica é encarada como um precioso instrumento do progresso, muito embora só se for integrada numa economia cooperativa que subordine a produção e o comércio aos consumidores.

Rejeita a sociedade centrada no lucro e preconiza a simplicidade e o espírito de exigência na vida do quotidiano. As suas três principais fontes de inspiração são: a) a meditação interior; b) a convivência aberta; c) o empenhamento na acção social, predominantemente pedagógica.


Por razões diversas, explicadas em parte pelo seu pensamento paradoxal, imbuído de terminologia religiosa e de referências históricas a Portugal, já para não falarmos do género de abordagens académicas e institucionais que normalmente se debruçam sobre a obra, o certo é que a caracterização do pensamento de Agostinho da Silva é objecto de algum entorse senão mesmo de um certo desvirtuamento, quando ela teria todas as condições para ser qualificado como uma das obras mais originais e subversivas dos últimos cem anos. Bastaria, para tanto, lê-la com alguma atenção e reconhecer aí a secreta voz anunciadora da anarquia.

Transcrevamos, por exemplo, um dos excertos mais brilhantes e inconfundíveis:


*/«No Político distingo dois momentos, o do presente e do futuro. Principiando pelo segundo, desejo o desaparecimento do Estado, da Economia, da Educação, da Sociedade e da Metafísica; quero que cada indivíduo se governe por si próprio, sendo sempre o melhor do que é, que tudo seja de todos, repousando toda a produção, por uma lado, no , por outro lado, na fábrica automática; que a criança cresça naturalmente segundo as suas apetências, sem as várias formas de cópia e do ditado que têm sido nas escolas, publicas e de casa; que o social com as suas regras, entraves e objectivos dê lugar ao grupo humano que tenha por meta fundamental viver na liberdade, e que todos em vez de terem metafísica, religiosa ou não, sejam metafísica. Tudo virá, porém, gradualmente, já que toda a revolução não é mais do que um precipitar de fases que não tiveram tempo de ser. Por agora, para o geral, democracia directa, economia comunitarista, educação pela experiência da liberdade criativa, sociedade de cooperação e respeito pelo diferente, metafísica que não discrimine quaisquer outras, mesmo as que pareçam antimetafísicas. Mas, fora do geral, para qualquer indivíduo, o viver, posto que no presente, já quanto possível no futuro; eliminando o supérfluo, cooperando, aceitando o que lhe não é idêntico – e muito crítico quanto a este -, não querendo educar, mas apenas proporcionando ambiente e estímulo, e procurando tão largo pensamento que todos os outros nele caibam. Se o futuro é a vida, vivamo-la já, que o tempo é pouco; que a Morte nos colha e não, como é hábito, já meio mortos, aliás, suicidados. »

(Agostinho da Silva, in Reflexos, Aforismos e Paradoxos, 1999, Brasília/*)


Está consciente porém das dificuldades de uma completa e perfeita anarquia, pois diz: «…é difícil imaginar que se possa algum dia ser na terra inteiramente livre.» ( in As Aproximações, 1990, Relógio d’Água), acrescentando ainda que a sociedade «…tem direitos sobre nós como seres sociais, não como homens»


A solução que ele propõe para as dificuldades da concretização e da viabilidade da anarquia está em substituir o burocrata pelo servidor público voluntário. Assim, o serviço público só seria convenientemente prestado por voluntários disciplinadamente integrados em organizações de tipo militar ( ver a esse propósito o seu livro «As Aproximações»)


Noutra altura, escreve

*/«O reino que virá é o reino daqueles que foram crucificados em todas a épocas, por todas as políticas e por todas as ideologias, apenas porque acima de tudo amavam a liberdade»./*

*/

/*Ou ainda:

*/"O homem não nasceu para trabalhar, mas para criar."

Prof. Agostinho da Silva


http://pimentanegra.blogspot.com/

Tuesday, February 07, 2006

the meatrix





Um dos filmes mais “espectaculares” e didácticos disponíveis na internet, extremamente pedagógico sobre a “indústria de produção pecuária” e outras reflexões importantes:


http://www.themeatrix.com/portuguese