Monday, April 12, 2010

Desabafos Urbanos


A liberdade de expressão está na rua e agora também na blogosfera, um blog muito precioso:

http://desabafosurbanos.blogspot.com/

Tuesday, April 06, 2010

imagem do dia - a revolta das pencas



face à feroz voracidade do asfalto e do betão e tenaz resistência das pencas

Monday, March 15, 2010

pensamento do dia - Dalai Lama

A Single Man



Um filme genial é algo como isto ...
as "mensagens" sem propriamente o serem são de uma importância extraordinária

Um Homem Singular
Título original: A Single Man
De: Tom Ford
Com: Colin Firth, Julianne Moore, Nicholas Hoult, Matthew Goode
Género: Drama
Classificacao: M/16
 
EUA, 2009, Cores, 101 min.

Los Angeles, 30 de Novembro de 1962. Depois da trágica morte de Jim (Matthew Goode), seu companheiro dos últimos 16 anos, nada parece fazer sentido para o professor George Falconer (Colin Firth). Tudo lhe relembra a felicidade perdida e nem a sua velha amiga Charley (Juliane Moore) o consegue tirar do torpor em que vive nos últimos meses. Mas um encontro com Kenny (Nicholas Hoult), um jovem aluno das suas aulas de inglês que parece seguir os seus passos durante todo um dia, vai dar a George uma nova perspectiva e fazer renascer a vontade de começar tudo de novo...
Baseado no livro "A Single Man" de Christopher Isherwood, marca a estreia na realização do estilista americano Tom Ford.
Foi o filme de encerramento do 66º Festival de Veneza, com Colin Firth a ganhar o prémio de melhor actor (nomeado para o Óscar de melhor actor).
http://cinecartaz.publico.clix.pt/filme.asp?id=249650
PÚBLICO

Tuesday, March 02, 2010

imagem do dia - Quinta de S.Tiago




Uma das mais belas imagens de Matosinhos

http://www.cm-matosinhos.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=11820

Wednesday, February 17, 2010

O Laço Branco


Michael Haneke ao seu melhor estilo mais uma vez lançando uma série de profundas reflexões cinematográficas sobre a violência na sua forma mais "subtil" mas ao mesmo tempo violenta ... a violência da repressão sobre o ser humano e a violência ampliada por ela causada ... uma entre muitas e variadas reflexões possíveis ...

O Laço Branco
Título original: Das weisse Band
De: Michael Haneke
Com: Christian Friedel, Ernst Jacobi, Leonie Benesch
Género: Drama
Classificacao: M/16

ALE/Áustria/FRA, 2009, Cores, 144 min.

A acção decorre durante os 15 meses que precedem a I Guerra Mundial. A história é contada por um narrador que, tendo presenciado alguns dos factos, tenta encontrar fundamentos e justificações para os anos posteriores da História do seu país.
Numa aldeia remota, no Norte da Alemanha, vários incidentes vão retirar os seus habitantes da calma monotonia a que se habituaram. Esses eventos, de grande violência, parecem ser rituais punitivos justificados pela fervorosa religião protestante. Até que o professor da aldeia (Christian Friedel) começa a tentar perceber o terrível segredo por detrás de tudo...
Filmado a preto e branco, é, segundo as próprias palavras de Michael Heneke, um filme sobre "a origem de todo tipo de terrorismo, seja ele de natureza política ou religiosa".
Foi o grande vencedor da Palma de Ouro na 62.ª edição do Festival de Cannes e é o candidato alemão para o Óscar de melhor filme estrangeiro.

http://www.imdb.com/title/tt1149362/
http://www.lerubanblanc.com/
http://cinecartaz.publico.clix.pt/filme.asp?id=248176

Tuesday, February 09, 2010

pensamento do dia - saber levantar

O importante não é vencer todos os dias, mas lutar sempre. A honra não consiste em nunca cair, mas em se levantar cada vez que se cai

Sunday, January 24, 2010

pensamento do dia - touradas



se tourada é cultura então canibalismo é gastronomia

Sunday, January 03, 2010

Aruitemo aruitemo



Andando
Título original: Aruitemo aruitemo
De: Hirokazu Koreeda
Argumento: Hirokazu Koreeda
Com: Abe Hiroshi, Takahashi Kazuya, Shohei Tanaka
Género: Drama
Classificacao: M/12

JAP, 2008, Cores, 114 min.

Japão. Um dia quente de Agosto. Todo o clã reúne-se na velha casa de família, num evento anual em honra de Junpei, o filho mais velho, que morreu há 15 anos num acidente. Nessas 24 horas todos se analisam, a si próprios e aos outros, especulando como seriam as suas vidas se a trágica morte não tivesse ocorrido.
São muitos os ressentimentos e muitas as formas de cobrança numa família desunida e disfuncional que tem aqui a grande oportunidade de mudar o que não está bem. Um drama familiar sobre o amor, o ressentimento e, essencialmente, sobre o arrependimento, filmado pelo japonês Hirokazu Koreeda, numa homenagem aos seus próprios pais já falecidos.
PÚBLICO

Friday, December 25, 2009

Sunday, November 01, 2009

simplicidade



"No Panorama Global da vida, o nome e a fama são simplesmente irrelevantes. O balanço final só depende da felicidade com que se viveu cada momento. Houve alegria e celebração? As pequenas coisas proporcionaram-lhe bons momentos? Tomar um banho, saborear um chá, limpar o chão, vaguear num jardim, plantar árvores, falar com um amigo, relaxar junto da pessoa que ama, observar a Lua e ouvir os pássaros - apreciou cada um destes momentos? Será que cada momento se converteu numa luminosa felicidade, irradiando alegria? Isso é que importa."
Osho, O livro do Ego, p.66

Tuesday, October 13, 2009

Sopro Outonal ...



Sopro Outonal ...

Cada estação transporta em si a semente da estação que lhe precede ...
Essa semente fecunda, germina, cresce e termina em absoluta simplicidade
Outono é o retorno à plácida letargia das horas, só plena na estação invernal
Outono é também a luz partindo. Dando à noite maior lonjura e subtil intensidade
Intensidade são as folhas tombando no chão húmido e dormente
Intensidade é a luz de teus olhos me guiando como farol em noite escura e fria
Intensidade como quem diz névoa ou deriva
Outono com quem diz rasto de eternidade deslizando noite adentro
Outono como quem soletra o singular silêncio das árvores
Como só o vento sabe soletrar ...

Banda sonora:
In the Mood For Love - Yumeji's Theme by Shigeru Umebayashi

Friday, October 02, 2009

imagem do dia - Arnhem

a terra não (re)conhece fronteiras

Friday, September 18, 2009

perfeição



"Eu amo este mundo, porque é um mundo imperfeito. Um mundo que pode crescer por ser imperfeito - se fosse perfeito estaria morto. O crescimento é uma possibilidade onde há imperfeição. A perfeição implica parar completamente, a perfeição implica a morte absoluta, da qual não há retorno possível. Gostaria de lhe relembrar que sou imperfeito, que o Universo é imperfeito e que a minha mensagem se destina a difundir o amor por toda essa imperfeição"

Osho, em "O Livro do Ego"

Monday, August 17, 2009

Two Lovers



sem dúvida a ver! sem que se saiba muito bem onde ou porquê é um filme bem especial ...

Duplo Amor
Título original: Two Lovers
De: James Gray
Argumento: James Gray
Com: Joaquin Phoenix, Gwyneth Paltrow, Vinessa Shaw, Isabella Rossellini
Género: Drama, Romance
Classificacao: M/12

http://www.twoloversmovie.com/

Depois de um historial de distúrbio bipolar que culmina numa tentativa de suicídio, Leonard (Joaquin Phoenix) regressa ao apartamento dos pais, em Brooklyn, Nova Iorque, onde espera fazer uma longa pausa para recuperar. Os pais (Isabella Rossellini e Moni Monoshov), nos seus esforços para o apoiar e tentando arranjar uma solução para os seus problemas, acabam por criar uma enorme pressão para que ele invista numa relação afectiva com Sandra (Vinessa Shaw), uma mulher sensível que parece ter tudo para ser a esposa perfeita. Quase em simultâneo, Leonard conhece Michelle (Gwyneth Paltrow), a neurótica e sensual vizinha, também ela com um passado emocional complicado, que exerce um enorme fascínio sobre ele. Agora, no meio de um triângulo amoroso e cheio de pequenos pecados, Leonard terá de se decidir entre a razão, que lhe pede o equilíbrio de um casamento confortável com Sandra, ou o instinto, que o empurra para Michelle, numa relação profunda mas que possivelmente o arrastará para o passado...
"Duplo Amor", de James Gray, poderá ser a última aparição de Phoenix nos cinemas, que anunciou, em 2008, o fim da carreira de actor para se dedicar, em exclusivo, à música.
PÚBLICO

Monday, July 20, 2009

19. Innocence

Zen says that if you drop knowledge - and within knowledge everything is included; your name, your identity, everything, because this has been given to you by others - if you drop all that has been given by others, you will have a totally different quality to your being: innocence. This will be a crucifixion of the persona, the personality, and there will be a resurrection of your innocence. You will become a child again, reborn.

Osho Dang Dang Doko Dang Chapter 7

Commentary:

The old man in this card radiates a childlike delight in the world. There is a sense of grace surrounding him, as if he is at home with himself and with what life has brought. He seems to be having a playful communication with the praying mantis on his finger, as if the two of them are the greatest friends. The pink flowers cascading around him represent a time of letting go, relaxation and sweetness. They are a response to his presence, a reflection of his own qualities.

The innocence that comes from a deep experience of life is childlike, but not childish. The innocence of children is beautiful, but ignorant. It will be replaced by mistrust and doubt as the child grows and learns that the world can be a dangerous and threatening place. But the innocence of a life lived fully has a quality of wisdom and acceptance of the ever-changing wonder of life.


Pensamento do Dia

uma viagem de milhares de kms começa com um simples paço

Tuesday, April 28, 2009

Gran Torino

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Há filmes assim (ainda que poucos) que na sua simplicidade, em toda a sua subtileza, são simplesmente verdadeiras Obras Primas ... e Clint Eastwood tem como poucos esse terrível vício ao realizar ...

Gran Torino
Título original: Gran Torino
De: Clint Eastwood
Com: Clint Eastwood, Geraldine Hughes, John Carroll Lynch
Género: Drama, Thriller
Classificacao: M/12
EUA, 2008, Cores, 116 min.

http://wwws.pt.warnerbros.com/grantorino/

Walt Kowalski (Clint Eastwood) é um veterano da guerra da Coreia, um homem inflexível e amargo, que vive sozinho. Para além da cadela Daisy, a sua arma é a única coisa em que confia. Os antigos vizinhos morreram ou mudaram-se há muito e o bairro é agora habitado maioritariamente por imigrantes asiáticos, os quais Walt despreza profundamente. Walt vai matando o tempo como pode, até que, um dia, Thao, um dos seus jovens vizinhos, é pressionado por um gangue e tenta roubar o seu precioso Ford Gran Torino. Walt impede o furto e quase o mata, tornando-se o herói involuntário do quarteirão. Para agradecer-lhe por ter poupado a vida ao jovem, a família de Thao obriga este a penitenciar-se, trabalhando para o vizinho. Walt acaba por dar-lhe pequenos trabalhos comunitários. É o início de uma amizade inesperada, que mudará o curso das suas vidas. E, graças a Thao, Walt vai conhecer verdadeiramente os seus vizinhos e descobrir o que o liga a estes exilados.
PÚBLICO

Friday, April 10, 2009

13. Transformation [en]



A master in Zen is not simply a teacher. In all the religions there are only teachers. They teach you about subjects which you don't know, and they ask you to believe because there is no way to bring those experiences into objective reality. Neither has the teacher known them - he has believed them; he transfers his belief to somebody else.

Zen is not a believer's world. It is not for the faithful ones; it is for those daring souls who can drop all belief, unbelief, doubt, reason, mind, and simply enter into their pure existence without boundaries. But it brings a tremendous transformation.

Hence, let me say that while others are involved in philosophies, Zen is involved in metamorphosis, in a transformation. It is authentic alchemy: it changes you from base metal into gold. But its language has to be understood, not with your reasoning and intellectual mind but with your loving heart. Or even just listening, not bothering whether it is true or not. And a moment comes suddenly that you see it, which has been eluding you your whole life. Suddenly, what Gautam Buddha called "eighty-four thousand doors" open.

Osho Zen: The Solitary Bird, Cuckoo of the Forest Chapter 6



Commentary:

The central figure in this card sits atop the vast flower of the void, and holds the symbols of transformation - the sword that cuts through illusion, the snake that rejuvenates itself by shedding its skin, the broken chain of limitations, and the yin/yang symbol of transcending duality. One of its hands rests on its lap, open and receptive. The other reaches down to touch the mouth of a sleeping face, symbolizing the silence that comes when we are at rest.

This is a time for a deep let-go. Allow any pain, sorrow, or difficulty just to be there, accepting its "facticity." It is very much like the experience of Gautam Buddha when, after years of seeking, he finally gave up, knowing there was nothing more that he could do. That very night, he became enlightened.

Transformation comes, like death, in its own time. And, like death, it takes you from one dimension into another.